A jornada de migração de uma infraestrutura de negócios para a nuvem

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Por Diego Santos

Migrar uma infraestrutura de negócios para a nuvem, seja ela pública, privada e/ou híbrida, exige muita seriedade

Diego Santos – Gerente de tecnologia e inovação da Nextios

A computação em nuvem (cloud computing) pode trazer vários benefícios para as empresas. Com ela seu negócio torna-se mais escalável, competitivo, podendo atender clientes de qualquer lugar do mundo sem perder a qualidade do produto ou serviço entregue.

Com estas afirmações é fácil pensar: “Que ótimo! Então vou achar uma empresa que forneça esse serviço no mercado e ‘fazer’ a migração para a nuvem”. Calma. Para uma jornada para a nuvem tranquila e eficiente, que faça sentido à sua companhia, é necessário planejamento. 

Migrar uma infraestrutura de negócios para a nuvem, seja ela pública, privada e/ou híbrida, exige muita seriedade e todos os profissionais envolvidos no projeto devem fazer parte do planejamento e execução.

O processo deve ser iniciado com uma rigorosa análise 360° do seu negócio e do que irá para a nuvem: saber os níveis de segurança, sistemas operacionais utilizados, tamanho dos dados, business continuity etc. Assim é possível realizar a mudança com a capacidade correta, sem mais nem menos, o que mantém o projeto o mais econômico possível, sempre pensando na necessidade/custo. 

Para esta análise, usamos a metodologia dos sete ‘R’s, que consiste em sete possíveis maneiras de levar o seu workload para a nuvem.

  • São elas o Rehost, que é a realocação de uma estrutura existente para a nuvem sem realizar nenhuma mudança;
  • Retire, que é aposentar um workload que já não é mais necessário;
  • Retain, onde os aplicativos ficam em seu ambiente de origem por não fazerem sentido na migração (ou porque a empresa quer deixar essa migração, talvez muito custosa, para outro momento);
  • Replatform, que é migrar para a nuvem uma aplicação com otimizações para aproveitar todas as vantagens do cloud;
  •  Refactor, que é o mesmo do anterior, só com maiores modificações na arquitetura do workload
  • Repurchase, onde você compra uma aplicação mais aderente ao momento do seu negócio de um terceiro e; 
  • Relocate, que é a movimentação completa da máquina virtual para a nuvem. 

Além disso, é importante organizar a migração para nuvem em etapas, dessa forma você elimina a necessidade de interrupções no negócio durante todo o processo. E, mesmo que seja necessário paralisar as operações, isso deve ser rápido e afetar apenas um ou alguns poucos setores da empresa – todas essas ações serão acompanhadas por um time específico. 

Então, mova uma área do negócio de cada vez. Sempre que finalizar uma etapa, certifique-se de que tudo correu bem e que o processo esteja realmente finalizado para começar a próxima etapa no tempo certo. Se for possível, antes de avançar, teste e avalie a etapa de migração para a nuvem concluída. 

Com a migração bem feita a empresa reduz custos, consegue melhorar a experiência para o usuário final, com mais velocidade na liberação de serviços e pode usufruir de um produto mais maleável, com possibilidade de ampliação ou redução da sua operação com maior facilidade.

A sua equipe de TI também terá mais tempo para focar no seu negócio, ao invés de pensar em backups, refrigeração do servidor ou simples questões de trocas de senhas. 

E a dúvida que fica: vale a pena todo esse planejamento para realizar a migração? A resposta é sim. Afinal, para aumentar a competitividade do seu negócio, você deve pensar na tecnologia como meio, e não fim. 

FONTE: CRYPTO ID

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