Mercado de IoT na América Latina deve chegar a US$ 11,8 bilhões até 2025, segundo Frost & Sullivan

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Pandemia diminuiu expectativas, mas mercado se mantém em crescimento em 2021, apontou Renato Pasquini

Durante o IoT Day 2021, evento online realizado hoje (9/4) pela Associação Brasileira de IoT (Abinc), Renato Pasquini, CEO da Frost & Sullivan Brasil, apresentou os números de crescimento do segmento de Internet das Coisas na América Latina. Segundo dados da consultoria, o mercado foi impactado tanto pela pandemia de covid-19 quanto pela alta do dólar, que seguraram o crescimento da IoT na região. No entanto, a previsão é que haja uma retomada em 2021 e que o setor atinja US$ 11,8 bilhões de faturamento até 2025, com crescimento médio anual de 29%.

Pasquini apontou que a pandemia segurou projetos tanto do setor público quanto do privado, o que levou o mercado de IoT a crescer apenas um dígito em 2020. “A pandemia diminuiu as expectativas, mas a previsão é que, em 2021, volte a crescer dois dígitos e acelere a curva a ponto de termos 800 milhões de dispositivos conectados no Brasil até 2024”, disse o executivo, lembrando que, em 2017, eram mais de 200 milhões e a expectativa era fechar o período (2020-25) com 1 bilhão de dispositivos. 

A pesquisa da Frost & Sullivan também aponta que o hardware continuará sendo a principal da receita de IoT, mas serviços de gestão e manutenção acompanham de perto. “Nossa expectativa é que software comece a crescer consideravelmente dentro do bolo, enquanto a conectividade cresce por conta do volume de projetos e de dispositivos”, complementa o executivo. 

As expectativas de crescimento são puxadas pelas oportunidades que a IoT oferece. Pasquini afirmou que esta tecnologia se tornou um requerimento competitivo para empresas, trazendo inteligência de negócios e produtividade às empresas. Junta-se a isso a redução no custo de conectividade por dispositivo, que caiu de reais para centavos. Iniciativas governamentais, como o Plano Nacional de IoT do Brasil e medidas similares na Argentina e México, também impulsionam o mercado. 

No entanto, os três principais desafios são segurança, custo de conectividade e gerenciamento de dados e privacidade. No Brasil, por exemplo, mesmo com a isenção do Fistel para dispositivos IoT, Pasquini ainda aponta a carga tributária como um empecilho. Além disso, a chegada do 5G vai pedir por mais investimentos em conectividade em casos de projetos mais complexos e que exigem edge computing, por exemplo. 

Já os três impulsionadores da IoT na região são otimizar serviços e o marketing, automatizar processos manuais e reduzir custos operacionais. Pasquini ainda aponta que as prioridades para os CIOs deverão ser privacidade e cibersegurança – de olho em leis de privacidade de dados, reinventar e inovar com IoT, e, no fim, transformar estes investimentos em novas fontes de receita. 

FONTE: IP NEWS

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