Hacker é preso por furtar FGTS, auxílio emergencial e por criar serpente Corn Snake

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De acordo com o delegado Thiago Peralva, o três suspeitos presos fazem parte de uma organização criminosa de outro estado da federação

Pedro Marra

Investigadores da 19ª Delegacia de Polícia prenderam, na manhã desta sexta-feira (2/4), um grupo acusado de hackear contas bancárias e furtar benefícios como o Fundo de Garantia por tempo de Serviço (FGTS) e auxílio emergencial. Não bastasse isso, na casa de um dos suspeitos os policiais encontraram uma serpente conhecida como Corn Snake.

Ao Correio, o delegado da 19ª Delegacia de Polícia (P Norte), Thiago Peralva afirmou que os três jovens (23, 24 e 28 anos), detidos em Samambaia na operação Falcatrua, integram o braço de uma organização criminosa de outro estado da Federação. 

Com eles foram apreendidos cartões de crédito, máquinas de cartões, cartões telefônicos, celulares, dinheiro, dois computadores, uma moto, um carro, munição e a cobra americana, criada ilegalmente. “Eles estavam nesse ramo há mais de um ano. O hacker sabe tudo de clonagem de cartão de crédito, sempre se interessou por informática desde criança, e desenvolveu a capacidade de aplicar golpes pela internet. Assim, ele conseguia angariar dinheiro ilícito e, muitas das vezes, também usava documentos”, explica Peralva.

Como eles agiam?

Sobre o fato de que o grupo seja parte de uma organização criminosa de outro estado, o delegado detalha que os investigados combinava a distribuição do dinheiro ilícito com outros comparsas. “Um dos presos me confidenciou que uma das funções era conseguir contas bancárias com criminosos de outros estados para depositar dinheiro de outras falcatruas para essas contas, e eles tiravam 10% do valor para eles, uma pequena parte para o dono da conta, e o dinheiro era repassado para a organização criminosa. Eles só dizem que se conheceram na internet, por pessoas que os indicavam”, explica.

As investigações constataram que, da quantidade de cartão de crédito apreendida, tinha algumas pessoas pré-determinadas que buscavam as máquinas com eles para devolvê-las “cheias”. “É uma gíria que eles usam, para receber a máquina com dinheiro para só depois fazer a transferência para uma conta bancária. Mas eles não souberam explicar como “enchiam” essa máquina, porque eram outras pessoas que realizavam esse golpe”, acrescenta o investigador Thiago Peralva.

O proprietário da cobra apreendida afirmou que adquiriu a mesma pela internet de um indivíduo de Manaus e pagou R$ 4,6 mil pelo animal. Os presos responderão pelos crimes de organização criminosa, estelionato, falsificação de documento público, posse de munição e maus tratos aos animais. O preso de 24 anos tinha um mandado de prisão em seu desfavor desde 2016.

FONTE: CORREIO BRAZILIENSE

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