Estudo aponta que smartphones Apple coletam menos dados do que os Android

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Por Felipe Ribeiro

Uma das maiores preocupações da sociedade atualmente passa pelo compartilhamento de dados. Com quase tudo conectado à internet, é mais do que natural que essa questão seja abordada constantemente por estudos e análises. A mais nova, feita pelo Trinity College Dublin, revela que, em média, os smartphones iOS coletam menos dados do que os que são equipados com sistema operacional Android.

De acordo com a pesquisa liderada pelo Prof Doug Leith no Trinity’s Connect Center, os celulares Pixel utilizados no experimento coletavam perto de 1 MB de informações mesmo estando osciosos, enquanto os smartphones Apple pegavam apenas 52 KB no mesmo período. Entretanto, mesmo com essa diferença nos números, os aparelhos com iOS não são necessariamente mais seguros do que os Android.

“Acho que a maioria das pessoas aceita que a Apple e o Google precisam coletar dados de nossos telefones para fornecer serviços como iCloud ou Google Drive. Mas quando simplesmente usamos nossos telefones como telefones — para fazer e receber chamadas e nada mais — é muito mais difícil entender por que a Apple e o Google precisam coletar dados”, disse Leith, ao The Irish Times.

Nossos dados são constantemente captados pelos telefones, diz estudo irlandês/ Imagem: DragonImages/Envato

De acordo com as descobertas, os dados mais colhidos pelos aparelhos estão relacionados aos chips das operadoras, como a digitação se senhas e o número do telefone. Além disso, também são captados informações como o número de série do hardware, IMEI e o endereço Wi-Fi Mac.

Captação constante

Ainda de acordo com o estudo, os smartphones têm uma periodicidade curta de captação de dados. Em média, essas colheitas são feitas a cada quatro minutos e meio, o que deixou os pesquisadores surpresos.

Com esse alto volume de dados, a preocupação de Leith é que isso também afete outras atividades feitas pelos telefones, como compras online e nevegação em geral. “O endereço Wi-Fi Mac identifica um dispositivo em uma rede Wi-Fi e, por exemplo, identifica exclusivamente seu roteador doméstico, ponto de acesso de café ou rede de escritório. Isso significa que a Apple pode rastrear de quais pessoas você está perto, bem como quando e onde. Isso é muito preocupante”, avalia o professor, que se diz particularmente decepcionado com a Maçã, uma vez que a empresa constantemente fala sobre privacidade em seus eventos.

O que dizem as empresas?

O Google não se mostrou muito espantado com esse estudo e ressaltou que todas as ações visam a segurança de seus clientes. “Esta pesquisa descreve como os smartphones funcionam. Os carros modernos enviam regularmente dados básicos sobre os componentes do veículo, seu status de segurança e horários de serviço para os fabricantes de automóveis, e os telefones celulares funcionam de maneiras muito semelhantes. Este relatório detalha essas comunicações, o que ajuda a garantir que o software iOS ou Android está atualizado, os serviços estão funcionando conforme o esperado e que o telefone está seguro e funcionando de forma eficiente”, disse a empresa, por meio de comunicado enviado ao The Irish Times.

A Apple ainda não se manifestou.

FONTE: CANALTECH

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