Proposta da Aneel para padrão de segurança cibernética do setor elétrico é inviável, diz especialista

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Consulta pública prevê implantação integral do novo padrão em três anos; exigências inviabilizam a meta, afirma Marcelo Branquinho, CEO & Founder da ‎TI Safe

 Jackeline Carvalho

Um dos setores que mais deve extrair benefícios da transformação digital, o setor elétrico também está entre os mais ameaçados pela digitalização. Isto porque, ao inserir recursos tecnológicos, como os sensores de internet das coisas, por exemplo, em suas redes operacionais (OT), as empresas do setor abrem brechas para o cibercrime e colocam as suas operações em risco.

Buscando minimizar os riscos e os danos, os órgãos reguladores do setor elétrico brasileiro, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e o ONS (Operador Nacional do Setor Elétrico) desenharam um padrão de segurança cibernética, que está em consulta pública até o dia 26 de Abril.

Marcelo Branquinho, CEO & Founder da ‎TI Safe, detalhou a proposta em palestra apresentada nesta quarta-feira, 24, durante o UTCAL Summit – evento promovido pela UTC América Latina (UTCAL), uma associação profissional de especialistas em telecomunicações atuantes nos setores de energia, gás e água. Ele concluiu que a norma proposta se inviabiliza pela previsão de três anos de implementação.

Isto porque prevê, por exemplo, a instalação de SOCs (Security Operations Center) específicos para monitoramento das redes operacionais (OT). “Estes ambientes são mais complexos em OT do que em TI”, ponderou.

Além disso, o executivo destacou como desafios a carência de profissionais especializados, o recurso financeiro e a homologação das soluções. “Estima-se que precisaremos de 60 mil profissionais especializados em segurança de OT”, destacou.

FONTE: IP NEWS

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