Justiça mantém prisão de hacker do Nubank

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Usando contas da própria fintech, quadrilha presa teria arrecadado R$ 13 milhões de clientes.

A prisão de um hacker que atacou a fintech Nubank no dia 16 de dezembro de 2020, foi mantida pela justiça. Deflagrada pela polícia civil de vários estados, a Operação Ostentação cumpriu mandados no Maranhão, Goiás e Tocantins.

A ação policial ocorre desde fevereiro de 2020, quando várias pessoas foram presas em cidades do Maranhão. Em dezembro do mesmo ano, contudo, a segunda fase da operação buscou suspeitos de causar danos ao Nubank.

Os golpes contra clientes da instituição acabaram levando cerca de R$ 13 milhões, sendo notificado pelo Nubank às autoridades policiais. De fato, os hackers utilizaram técnicas comuns hoje para perpetuar fraudes contra correntistas das fintechs.

O caso lembra que a comunidade de criptomoedas, inclusive, deve estar atenta para ações semelhantes.

Superior Tribunal de Justiça (STJ) mantém prisão de hacker do Nubank

Um dos suspeitos presos pela Operação Ostentação no Maranhão recorreu na justiça com pedido de habeas corpus. Desde sua prisão em dezembro de 2020, ele não teria tido audiência de custódia.

Dessa forma, foi solicitado o relaxamento da prisão e medidas cautelares alternativas à prisão. Em primeira instância, o tribunal do estado do Maranhão negou o pedido do hacker do Nubank, mantendo a prisão.

“Além disso, a decisão atacada, a princípio, possui fundamentação suficiente, sendo destacado o modus operandi dos delitos, exclusivamente virtual, que importou na realização de operações fraudulentas a gerar um prejuízo de quase R$ 13 milhões de reais aos correntistas da NU BANK, a sua frequência e habitualidade (com cerca de 918 vítimas), no período de outubro de 2019 a maio de 2020; a razoabilidade no lapso de trâmite das investigações dadas as peculiaridades do feito (numeroso material apreendido e pessoas a serem ouvidas), bem como demonstrados os indícios de autoria a partir de dos dados colhidos nos aparelhos celulares apreendidos (ID 8938936).”, destacou o juiz de primeira instância

Ao recorrer da decisão em instância superior, o suspeito teve seu caso analisado pelo STJ. De acordo com decisão, o Ministro Humberto Martins não encontrou ilegalidade na visão do juiz de primeira instância.

Desse modo, o STJ não teria competência para julgar o pedido de habeas corpus do hacker, devendo ser mantida a prisão. Foram citadas as jurisprudências do STJ e a Súmula n.º 691 do STF para embasar a decisão do ministro.

Golpes de phishing cada vez mais comuns no Brasil causam milhões em prejuízo

O homem que teve mantida a prisão é apenas um dos 30 presos pela polícia civil na Operação Ostentação no último mês. Segundo as investigações, a quadrilha seria especializada em golpes virtuais contra correntistas, usando golpes de phishing.

Esses golpes consistem em criar páginas falsas na internet, acessadas por meio de links, levando as pessoas a acreditarem estar em um ambiente correto. Ao preencher dados, as vítimas acabam entregando informações preciosas para hackers, que correm para roubar recursos em posses destas.

No caso do Nubank, 918 clientes perderam quase R$ 13 milhões com para a quadrilha. No entanto, investidores de criptomoedas no Brasil também costumam enfrentar essa realidade com frequência, principalmente com a recente alta do Bitcoin.

De qualquer forma, a dica é sempre evitar clicar em links suspeitos e observar se a página acessada contém certificados de segurança válidos. Alguns dos hackers que usam a técnica também costumam enviar e-mails spam ou até atuar por redes sociais, como Facebook e Instagram.

Nos últimos dias, por exemplo, uma empresária teve sua conta no Instagram hackeada, sendo exigido dela o pagamento de Bitcoin como resgate. Os golpes de phishing se tornaram ainda mais comuns em meio a pandemia do novo coronavírus.

FONTE: LIVECOINS

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