Cisco: Covid-19 mostrou que cibersegurança passa por pensar no extremo

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Por Roberta Prescott*

A exponencialização do uso das aplicações em um momento no qual uma grande parte das empresas migra ou condidera migrar suas cargas de trabalho da nuvem faz com que a discussão sobre segurança se torne ainda mais relevante. Ao abrir a apresentação para imprensa dos resultados do mais recente “Relatório de Segurança Cisco: A mudança é o principal fator no sucesso na cibersegurança”, conforme afirmou o CEO da Cisco do Brasil, Laércio Albuquerque. Ele reforçou o coro dos que dizem que a pandemia da Covid-19 obrigou as empresas a anteciparem a transformação digital e assinalou como a explosão de dispositivos conectados afetará a cibersegurança. 

“Estamos partindo para mercado global de 50 bilhões de devices conectados e isto significa 50 bilhões de brechas, de portas de entrada”, disse, lembrando que a chegada de 5G vai acelerar uso de Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês).  Albuquerque ressaltou ainda que a combinação de 5G com Wi-Fi 6 vai trazer um cenário diferente e inovador com relação à tecnologia e, especialmente, à segurança. “Quando vemos este cenário e somado fato de que as empresas estão movendo 30%, 40% até 70% da infraestrutura para cloud, há uma complexidade maior para proteger devices e redes, de dar acesso protegido às aplicações e, com os diversos usos de cloud, ter uma movimentação entre nuvens cloud protegida”, afirmou aos jornalistas.

É, segundo o CEO, um momento de complexidade única e que exige um debate sobre plataformas de cibersegurança que atendam às necessidades do futuro. “Ainda se associa muito cibersegurança com firewall, mas isso é olhar para o passado. Estamos diante de um mundo completamente diferente e há necessidade de fazer proteção baseada em software, em inteligência artificial”, defendeu. A cibersegurança deve, na visão dele, fazer parte do alicerce que as companhias constroem hoje para atender ao exigente consumidor digital.  

Questionado sobre os impactos da Covid-19 e todas as transformações advindas dela, o diretor de cibersegurança da Cisco América Latina, Ghassan Dreibi,  disse que a pandemia deixou claro que é preciso estar preparado para algo extremo. “Antes, se focava muito em apontar erros no processo na detecção de ameaças e, neste momento, se entende que é preciso discutir a prática. Cenários como o da pandemia vão acontecer e, se acontecer, é preciso saber como se comportar, quais são as práticas para buscar os tipos de resultados diferentes”, apontou.

O estudo Cisco Security Outcomes Study entrevistou 4.800 profissionais ativos de TI, segurança e privacidade em 25 países, incluindo o Brasil, para determinar os fatores que impulsionam os melhores resultados de segurança. 

FONTE: CONVERGÊNCIA DIGITAL

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