Justiça brasileira pede quebra de sigilo e investigará e-mails de hackers do TSE

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A Justiça Eleitoral do Distrito Federal determinou, nesta segunda-feira (30), a quebra de sigilo da caixa de emails de três brasileiros investigados pelo ataque cibernético direcionado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 15 de novembro. A pedido da Polícia Federal (PF), as autoridades poderão revirar, à vontade, todas as comunicações eletrônicas dos acusados entre o período que corresponde de janeiro a dezembro deste ano.

egundo investigações preliminares, o trio teria colaborado com Zambrius, cidadão português de 19 anos que foi detido no último sábado (28) em sua residência em Portugal. Ele já estava cumprindo prisão domiciliar por outros crimes similares e chefia a equipe conhecida como CyberTeam; em uma recente declaração concedida ao jornal Estadão, ele garantiu ser “uma boa pessoa”.

Na mesma entrevista, o hacker garante que não tinha intenções de interferir no processo eleitoral, mesmo que o ataque tenha sido efetuado bem no primeiro turno das eleições municipais de 2020. Segundo o europeu, o objetivo era simplesmente demonstrar vulnerabilidades e provar a fraqueza dos sistemas computadorizados usados pelo Governo Federal do Brasil.

Segundo a PF, os três brasileiros (que moram nos estados de São Paulo e Minas Gerais) conheceram Zambrius em fóruns da web, e, em conversas particulares posteriores, colaboraram entre si para detectar brechas nos sistemas do TSE. O tribunal garante que os invasores não interferiram nos pleitos (já que as urnas não são conectadas à internet), mas associam a ação criminosa à instabilidade sofrida no aplicativo e-Título.

Enquanto isso, no TRF-1…

Coincidentemente, ao que tudo indica, o Tribunal Regional da Primeira Região (TRF-1) também sofreu um ataque cibernético na última sexta-feira (27). Ao longo do fim de semana, um arquivo de texto supostamente listando as tabelas do banco de dados SQL do órgão repercutiram entre a comunidade hacker; tais arquivos geralmente são compartilhados como “provas” de que o criminoso obteve sucesso em invadir um sistema.

imagem: Reprodução/Terra

A autoria da invasão foi reivindicada por M1keSecurity, integrante do grupo CyberIllusion. Embora não haja indícios de que arquivos sensíveis tenham sido roubados, o TRF-1 restringiu o acesso a vários sites e sistemas internos, começando a restaurá-los gradualmente a partir desta semana. A Polícia Federal também já investiga o caso.

Segundo comunicado do TRF-1, estão sendo restaurados os “Sistema PJe de Primeiro e Segundo Graus, o Sistema de Processos Administrativos Eletrônicos SEI, a Consulta Processual e o Sistema de Requisições de Pagamentos Judiciais utilizado pelos Tribunais de Justiça em relação à competência delegada, além de outros sistemas de uso interno”.

FONTE: CANALTECH

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