Líderes de Sustentabilidade podem melhorar segurança cibernética nas indústrias, aponta estudo

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Ainda assim, mais da metade das empresas não planeja ter um Chief Sustainability Officer (CSO) para essa responsabilidade

A maioria das empresas entrevistadas em uma pesquisa estão confiantes de que a estratégia de desenvolvimento sustentável e a função específica de Diretor de Sustentabilidade melhorarão sua segurança cibernética. No entanto, menos da metade planeja introduzir esta função no seu quadro hierárquico.

A pesquisa da Kaspersky, conduzida pelo grupo consultivo ARC, buscou avaliar o estado da cibersegurança industrial, suas prioridades atuais e os desafios que as organizações industriais enfrentam. Segundo o estudo “O estado da segurança cibernética industrial na era da digitalização”, para algumas organizações industriais, as violações cibernéticas que afetam a saúde da equipe e de outras pessoas são um dos principais desafios de segurança cibernética que enfrentam.

Enquanto quase todas as empresas (98%) estão confiantes dos benefícios de ter um Diretor de Sustentabilidade para a segurança cibernética, 56% das empresas industriais não planejam introduzir o papel de Chief Sustainability Officer (CSO). No entanto, as organizações parecem ter uma abordagem mista para suas políticas de sustentabilidade, cerca da metade já o fez ou planeja introduzir medidas técnicas (50%) e investimentos (44%) nesta área.

A sustentabilidade requer uma abordagem complexa que cobre muitos aspectos do trabalho de uma organização, desde conformidade regulamentar, uma cadeia de abastecimento confiável e relações confiáveis com o cliente até a responsabilidade social, iniciativas verdes e recursos humanos.

“As atividades de qualquer empresa, principalmente industrial, afetam muitos aspectos da sociedade. As iniciativas de desenvolvimento sustentável visam garantir que esse impacto seja neutro ou positivo. Dessa perspectiva, a proteção confiável das organizações contra ameaças cibernéticas não é apenas um objetivo individual – é parte de uma tendência geral de sustentabilidade”, afirma Anton Shipulin, Líder de Negócios de Soluções, Kaspersky Industrial CyberSecurity, na Kaspersky.

De acordo com o relatório, o nível de proteção contra ameaças cibernéticas em organizações industriais pode impactar diretamente a segurança de seus funcionários e dados confidenciais de clientes, relacionamentos com parceiros, pessoas e segurança ambiental. Isso significa que as organizações precisam tornar a segurança cibernética parte de sua estratégia de desenvolvimento sustentável para que ela possa aprimorar a abordagem da empresa à proteção cibernética, diz o estudo.

“Adotar um conceito correspondente significa pensar sobre o papel da segurança cibernética na agenda de uma empresa e como ela deve ser melhorada para cobrir a infraestrutura corporativa e industrial, bem como garantir que todos os funcionários sigam as práticas de higiene cibernética adequadas”, complementa.

A pesquisa mostrou que algumas organizações reconhecem as consequências dos ataques que afetam diretamente a vida e a saúde de seus funcionários (32%), e de outras pessoas (18%), bem como a perda de dados confidenciais (28%), como seus principais desafios de segurança cibernética. Iniciativas de sustentabilidade dedicadas, incluindo a introdução da função de Diretor de Sustentabilidade, podem ser vistas como uma forma de mitigar esses riscos e melhorar a proteção da organização industrial contra ameaças cibernéticas relacionadas.

No entanto, as estratégias de desenvolvimento sustentável, bem como os investimentos, medidas e funções dedicados, não estão todos consistentemente alinhados. Embora mais da metade (56%) das empresas não planeje contratar um CSO, 34% já possuem medidas técnicas adicionais em vigor e 25% alocaram investimentos para o desenvolvimento sustentável. Outros 16% e 19%, respectivamente, planejam fazê-lo no futuro.

Os resultados foram analisados a partir da opinião de mais de 330 empresas industriais em todo o mundo, com 10 representantes da indústria consultados em fóruns ARC em todo o mundo e em feiras comerciais.

FONTE: CIO

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