Empresas que pagam resgates em Bitcoin contra ransomware podem ser multadas no Brasil

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LUCAS CARAM

Empresas que pagam resgate a hackers podem ser penalizadas pela ANPD.

A aceleração da adoção digital na pandemia trouxe inúmeros benefícios à população que teve de ficar confinada em casa, mas também levou o Brasil a um posto incômodo: o país é o líder de ataques de ransomware na América Latina.

O Cointelegraph elaborou um guia com oito dicas importantes para não ser vítima de phishing. Mesmo investindo em segurança digital, pessoas físicas e empresas são atacadas. E agora, as companhias estão presas em um dilema complexo: pagar os hackers, liberar os sistemas ou confiar nos especialistas para uma solução?

Mas mesmo estas perguntas trazem uma armadilha. A Agência Nacional de Proteção de Dados prevê multas e penalidades para empresas que não cumprirem as novas regras da Lei Geral de Proteção de Dados, entre elas, a proteção dos dados de empresas e clientes vazados em ataques deste tipo.

O pagamento de resgate em criptomoedas e a tentativa de resolver através das autoridades e especialistas não extingue as chances dos hackers exporem os dados sensíveis das empresas atacadas. Os danos da imagem das corporações e a exposição de parceiros e clientes podem trazer prejuízos incalculáveis, além dos danos jurídicos.

Segundo uma artigo do Computer World assinado pelo advogado William Faria, as empresas precisam proceder juridicamente para lidar com problemas como este em conformidade com a LGPD em vigor no Brasil, além de ser necessário investir em capacitação e segurança, estabelecendo procedimentos claros para as crises geradas por ataques hackers. Ele explica:

“Por isso, mais do que nunca, as empresas precisam continuar com os seus planos de adequação jurídico-processual para a LGPD, e, ao mesmo tempo, investir pesadamente em treinamentos, plataformas de segurança, equipe de resposta a incidentes e recuperação de desastres para impedir totalmente sequestros de dados. O que antes ‘apenas’ paralisaria suas operações por um período, agora pode trazer múltiplos prejuízos.”

A Lei Geral de Proteção de Dados entrou em vigor em agosto deste ano, mas o governo federal deu mais um ano para que as empresas se adequem às regras antes de impor multas e penalidades da ANPD àquelas que não cumprirem suas regras.

Com o mercado de ransomware e os pagamentos de recompensas em Bitcoin explodindo durante a pandemia, as empresas precisam investir como nunca em cibersegurança, segundo Faria:

“A cibersegurança deve ser item prioritário nos investimentos corporativos hoje e sempre. Os cibercriminosos não dormem, e a LGPD está atenta a qualquer violação de dados pessoais.”

FONTE: COINTELEGRAPH

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