Hackers comandam série de ataques contra políticos de esquerda e imprensa no Brasil

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Uma série de ataques de hackers atingiu políticos e partidos de esquerda brasileiros, além do site da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), nesta semana.

O mais significativo ataque foi o comandado contra o site da ABI, que ficou fora do ar de segunda-feira a quarta-feira desta semana, mas só voltou a funcionar completamente na sexta-feira. Os hackers tentaram acessar a área administrativa dos sistemas usando botnets, em ataque de negação de serviço (DoS).

Segundo o site Eu Rio, os invasores foram identificados e bloqueados, provavelmente usando VPN para mascarar a origem do ataque. O presidente da entidade, Paulo Jeronimo, acusou o uso político dos ataques:

“São quadrilheiros fascistas internacionais que atuam contra a cidadania e contra o direito de expressão e de opinião”

A entidade de 112 anos diz que “o jogo está ficando cada vez mais bruto, mas não irão nos calar”. A entidade já havia sido atacada há 10 dias e conseguiu identificar IPs atacandes de dentro do Brasil. Jeronimo disse que o ataque partiu de “críticos da entidade”.

Entidades de direitos humanos, opositores do governo Jair Bolsonaro, políticos de esquerda e até partidos estão na mira dos hackers.

Nesta semana, o Diário da Causa Operária, ligado ao Partido da Causa Operária, também foi atacado e perdeu boa parte de seu conteúdo. Os hackers conseguiram acessar a área administrativa e apagar todo o conteúdo publicado nos últimos quatro meses.

Em nota, o PCO diz que o site “foi vítima de um ataque hacker, que destruiu boa parte de suas publicações dos últimos 4 meses”, completando dizendo que teria sido um ataque “fascista”.

Entidades e partidos se solidarizaram com a publicação e com o PCO.

Outro ataque perpetrado nesta semana atingiu a pré-candidata a vereadora de Olinda, em Pernambuco, Cida Pedrosa, do Partido Comunista do Brasil (PC do B).

A pré-candidata fazia uma transmissão no YouTube e o vídeo foi invadido por hackers de ultradireita com “palavrões, intervenções audiovisuais violentas como sons de metralhadora e outras agressões, […] promovendo a intolerância e a cultura do ódio”.

George Braga, presidente do PC do B – Recife, divulgou nota questionando a responsabilidade de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro nos ataques:

“O Bolsonarismo não tolera a democracia, a liberdade, os direitos humanos e a poesia. Seguidores da cartilha do fascismo, seus representantes são incapazes de conviver com o diferente, com a luta pelas causas justas”.

O chamado “gabinete do ódio” de Jair Bolsonaro, que atuaria em conjunto com o Palácio do Planalto, seria responsável por orquestrar ataques contra adversários políticos do presidente nas redes sociais, com participação direta de seus filhos Carlos e Eduardo Bolsonaro.

O presidente já negou a existência do gabinete, mas as táticas repetidas vezes usadas por seus apoiadores em redes sociais contra adversários políticos muitas vezes partem da própria conta presidencial, de seus filhos e apoiadores mais conhecidos, muitos com contas suspensas por determinação judicial.

A ação de hackers é investigada pela Polícia Civil e configura crime cibernético. Muitas vezes, os hackers pedem pagamento de resgate em criptomoedas para devolver o acesso aos sistemas.

FONTE: COINTELEGRAPH

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