Roubo de Wi-Fi preocupa mais de 68 milhões de brasileiros, aponta estudo

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Pesquisa realizada pelo dfndr lab mostra que 41% dos entrevistados já desconfiou que sua internet banda larga estava sendo roubada

O dfndr lab, laboratório especializado em segurança digital da PSafe, realizou uma pesquisa para identificar os hábitos dos usuários da Internet banda larga no Brasil, métodos utilizados para proteção de sua conexão e principais preocupações relacionadas à segurança da rede. A pesquisa projeta que, dentre os 166 milhões de brasileiros com acesso à Internet, segundo dados do IBGE (em 2019), 94 milhões não utilizam métodos de proteção da conexão e mais de 68 milhões já se preocuparam com o roubo de Wi-Fi.

Hábitos de uso que escondem riscos

Perguntados sobre os locais em que costumam acessar a Internet Wi-Fi, 93% dos entrevistados disse se conectar da própria casa, 22% utiliza também a rede do trabalho, 19% costuma se conectar da casa de amigos e 14% em locais públicos. Para os 41% dos respondentes que desconfiam que sua conexão está sendo roubada, os principais motivos apontados para a desconfiança são a lentidão na conexão (82%), a luz do roteador piscando (21%) e a senha compartilhada (15%).

De acordo com Emilio Simoni, diretor do dfndr lab, o roubo de Wi-Fi é uma possibilidade real em uma conexão desprotegida. A recomendação do especialista é ter sempre uma solução de segurança nos seus dispositivos para evitar que ameaças virtuais atinjam sua conexão: “Dentre os perigos mais comuns estão o roubo de dados pessoais, roubo de informações confidenciais, vazamentos de credenciais e senhas, golpes de phishing, alteração do roteador, infecção dos dispositivos conectados e sequestros da banda larga”, alerta o especialista.

Perigos para trabalhadores home-office

Os riscos são ainda maiores para aqueles que utilizam a rede residencial para trabalhar: “Cientes de que diversas empresas adotaram o modelo de trabalho remoto durante a pandemia, cibercriminosos têm criado golpes com foco em trabalhadores em home-office. Isso porque os ataques bem-sucedidos a funcionários têm um potencial lucrativo maior aos cibercriminosos, uma vez que o vazamento de dados corporativos pode causar prejuízos milionários às empresas, além da exposição de dados pessoais do próprio atacado”, complementa Simoni.

“Quem está conectado ao meu Wi-Fi?”

87% dos entrevistados disse que gostaria de poder identificar dispositivos conectados a sua rede Wi-Fi. O desejo já é uma realidade para usuários do aplicativo dfndr security, através da função “Proteção contra roubo de Wi-Fi”, lançada esta semana para usuários Android do app. No iOS, a função é encontrada dentro de “Segurança de Wi-Fi > Dispositivos”. A nova função é capaz de identificar dispositivos conectados a uma rede, para alertar sobre novos dispositivos conectados. “Caso o usuário identifique um aparelho que não conhece a procedência utilizando sua rede, é recomendável que troque sua senha imediatamente para evitar o vazamento de informações privadas”, aconselha Emilio Simoni.

Apesar da preocupação dos entrevistados, 57% dos respondentes afirmaram não utilizar nenhum método de proteção para a conexão sem fio. Dos 26% que afirmaram utilizar alguma medida de segurança para o Wi-Fi, 75% escolheram confiar sua segurança a uma senha confiável e 27% disse não compartilhar suas senhas com terceiros. A medida, no entanto não é suficiente para garantir a segurança da conexão, o ideal é sempre ter instalado em seus dispositivos um software de segurança capaz de proteger contra vazamentos de dados. 

Como se proteger contra o roubo de Wi-Fi?

Utilize uma solução de segurança em seu celular capaz de identificar os dispositivos conectados a sua rede Wi-Fi. 

É imprescindível que as empresas contem uma solução de segurança contra os vazamentos de dados. 

Evite utilizar a mesma senha para diversos serviços, utilize uma senha segura que misture números, letra e caracteres especiais, e não compartilhe sua senha com terceiros.

Não clique em links recebidos através de redes sociais e aplicativos de mensagem, e nunca informe dados pessoais ou bancários em sites dos quais não conhece a procedência.

FONTE: DIÁRIO DO NORDESTE

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