Coronavírus e os Planos de Continuidade das empresas – Atualizado !

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Coronavírus e os Planos de Continuidade das empresas – Atualizado ! No nosso artigo de “Seu plano de continuidade prevê infecções globais como o Coronavírus?” publicado no dia 09 de março, falamos da importância do PCN cobrir infecções globais de maneira ampla, agora vamos falar do que está ocorrendo hoje no Brasil.

Amigos leitores, no dia 09 de março publicamos um artigo sobre um alerta de verificação dos planos de continuidade para cobrir epidemias globais, ou pandemias, que poderiam afetar os negócios da empresa devido a estarmos em um cenário globalizado. Citamos casos da Tesla, General Motors, For e Toyota que já tomaram medidas em outros locais devido ao vírus, além deste contamos o caso da Apple que aproximadamente 290 das cerca de 800 plantas mencionadas na lista global de fornecedores da Apple estão localizadas em regiões impactadas.

No entanto, dado a importância do assunto e rápida e crescente situação de infecções no Brasil, resolvemos atualizar este artigo com algumas informações e ações que estão sendo tomadas no Brasil que podem orientar, acalmar e/ou ajudar em algum aspecto na tomada de decisão.

Primeiramente, quero trazer aqui o texto do “Informe da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) sobre o novo Coronavírus” atualizado e publicado em 12 de março, ontem. O texto traz que : “O momento da epidemia no Brasil é de prudência; não de pânico.” No entanto, ressalta que “A epidemia é dinâmica e as informações e recomendações deste informe podem ser atualizadas em poucos dias, à medida que a epidemia aumente e que novos conhecimentos científicos são publicados.”

A SBI afirma que “A capacidade de contágio (R0), que é o número médio de “contagiados” por cada pessoa doente, do novo coronavírus (SARS-CoV-2) é de 2,74, ou seja, uma pessoa doente com a COVID-19 transmite o vírus, em média, a outras 2,74 pessoas. Comparativamente, na pandemia de influenza H1N1 em 2009, esta taxa foi de 1,5 e no sarampo é em torno de 15.

As medidas preventivas mais eficazes para reduzir a capacidade de contágio do novo coronavírus são: “etiqueta respiratória”; higienização, com água e sabão ou álcool gel a 70%, frequente das mãos; identificação e isolamento respiratório dos acometidos pela COVID-19 e uso dos EPIs (equipamentos de proteção individual) pelos profissionais de saúde“, complementa

Posto isto, podemos considerar que o Coronavírus tem uma taxa de infecção bem menor que o Sarampo, recentemente enfrentado pela sociedade brasileira, em especial os grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro.

Neste momento da epidemia no Brasil não está recomendado fechar escolas ou faculdades ou escritórios.”

O período de incubação é de 5 dias, raramente chega a 14 dias, sendo os 5 primeiros dias o de maior transmissibilidade. Entre 80% a 85% dos casos são considerados leves e não necessitam hospitalização, sendo suficiente permanecer em casa; 15% necessitam hospitalização e apenas 5% precisam de UTI.

A SBI afirma que “Neste momento da epidemia no Brasil não está recomendado fechar escolas ou faculdades ou escritórios.“, no entanto a “epidemia é dinâmica e o Brasil é um país “continental”. Diferentes cidades e estados podem apresentar fases distintas da epidemia.” 

Veja na íntegra o Informe da SBI:   Informativo em PDF CoV 12-03-2020

Fases da epidemia

A primeira fase epidemiológica é chamada de “casos importados”, em que há poucas pessoas acometidas e todas regressaram de países onde há epidemia. A 2ª fase epidemiológica é de transmissão local, quando pessoas que não viajaram para o exterior ficam doentes, ou seja, ainda é possível identificar o paciente que transmitiu o vírus, geralmente parentes ou pessoas de convívio social próximo. E a 3ª fase epidemiológica ou de transmissão comunitária, quando o número de casos aumenta exponencialmente e perdemos a capacidade de identificar a fonte ou pessoa transmissora.

A SBI ressalta ainda que “É possível que algumas cidades brasileiras, com maior probabilidade para ocorrer em São Paulo, seguida do Rio de Janeiro, entrem na fase de transmissão comunitária (3ª fase epidemiológica) nos próximos dias ou poucas semanas”.

Medidas a serem tomadas

Ao identificarmos a fase inicial de transmissão comunitária, a qual estamos em usa iminência, “as medidas iniciais mais recomendadas são: estimular o trabalho em horários alternativos em escala; reuniões virtuais; home office; restrição de contato social para pessoas com 60 anos ou mais e que apresentam comorbidades; realizar testes em profissionais de saúde com “síndrome gripal”, mesmo os que não tiveram contato direto com casos confirmados; organizadores devem avaliar a possibilidade de cancelar ou adiar a realização de eventos com muitas pessoas; isolamento respiratório domiciliar de viajante internacional que regressou de país com transmissão comunitária (7 dias de isolamento, se assintomático). “

Segundo a SBI, apenas para “cidades, estados ou países, em que a epidemia na fase de transmissão comunitária continue a evoluir, geralmente passando de 1.000 casos devem considerar : fechamento das escolas, faculdades e universidades; interrupção de eventos coletivos, como jogos de futebol e cultos religiosos; fechamento de bares e boates; disponibilização de leitos extras de UTI; pacientes com manifestações clínicas leves devem permanecer em isolamento respiratório domiciliar e não devem mais procurar assistência médica, porque os serviços de saúde estarão sobrecarregados; exames para confirmar o diagnóstico só serão realizados em pacientes hospitalizados; suspensão de cirurgias eletivas”

O que as empresas estão fazendo

No brasil temos notícias de diversas fontes de ações que as empresas estão tomando, algumas me parecem drásticas demais, mas podemos considerar que o melhor neste momento é não entrar em desespero e analisar a situação com prudência, revisitando a cada dia a evolução e impactos operacionais. O mercado está nervoso, a bolsa caindo, o dólar disparando etc… então não vamos nós criar mais pânico do que já existe. Vamos lembrar que já passamos por outras epidemias similares ou até piores, sobrevivemos e conseguimos manter com relativa calma as operações da empresa.

A TIVIT, dia 11, soltou comunicado que funcionário do site de Eldorado foi diagnosticado com o Corona vírus e que colocou em quarentena os profissionais que tiveram contato direto com o infectado e que estão com médicos fazendo o acompanhamento do caso, seguindo os protocolos estabelecidos. As reuniões serão feitas remotamente e viagens seriam provisoriamente canceladas. Por fim a TIVIT reiterou que os clientes não estão sendo impactados.

Temos conhecimento de que algumas empresas em São Paulo estão liberando profissionais, principalmente aqueles que possuem histórico de saúde sensível na família, para que trabalhem em casa e não necessitem se locomover e atuar em locais de maior aglomeração.

No Rio, sabemos de empresas que irão fazer revesamento de pessoal para atuação local ou home office, ou seja, parte atuará localmente e parte remotamente durante alguns dias e depois inverte.

Acesso remoto, virtualização e ferramentas de comunicação virtual, como o Skype, Teams, Zoom, GoToMeeting, Citrix e outras, ganharam projeção e importância neste cenário. Sabemos que em cenários de crise, Segurança da Informação não é um assunto que nos soa bem aos ouvidos, mas precisamos cuidar é para que em meio o “desespero” não tomemos medidas descuidadas com a proteção e manutenção do sigilo e confidencialidade das informações. Por isto, cuidado com Whatsapp, pois caiu na rede é peixe! Lembre-se: você não tem controle de onde vai parar o que é enviado por whatsapp.

Por isto, recomendamos novamente calma e prudência para analisar as opções possíveis, atue em contingência da melhor foram que puder, dedicando alguns recursos a mais para suportar a iniciativas e garantir a proteção das informações, e passado o turbilhão, revisite seu Plano de Continuidade e ajuste-o para que da próxima vez a sua empresa esteja preparada. 

FONTE: MINUTO DA SEGURANÇA

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