Em ano de LGPD, veja dicas para proteger seus dados na rede

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Brasil é o terceiro país no mundo que mais sofre ataques cibernéticos

Em agosto de 2020, está prevista a implementação da Lei Geral de Proteção de Dados, conhecida como LGPD. Ao entrar em vigor, instituições públicas e privadas serão obrigadas a ter um especialista em segurança da informação em seus quadros de funcionários. “Estamos falando do bem mais precioso de uma empresa, o Brasil é o terceiro país que mais sofre com ataques cibernéticos”, revela Odilon Pscheidt, gerente comercial de data center da Unifique, operadora do Vale do Itajaí, sediada em Timbó . “Falta a cultura de segurança da informação”, complementa.

“Dados são o bem mais precioso de uma empresa. Perdê-los acarreta em altos custos para a organização. Estamos falando de recuperação de dados, multas e penalidades, custo da imagem da instituição, perda de clientes. Em resumo, dependendo do tamanho dos danos, pode levar à falência”, explica Pscheidt.

Mas você não precisa esperar a LGPD para começar a cuidar dos seus dados. Confira dicas simples que já podem fazer a diferença:

Armazenamento em Data Center

Data Center é um ambiente projetado seguindo boas práticas internacionais, onde os dados estarão em um ambiente protegido e seguro. O Data Center oferece serviços adequados às suas necessidades, proporcionando, assim, um ambiente seguro, eliminando e/ou diminuindo a quase zero o risco de paradas inesperadas. Além disso, o acesso ao DC é restrito e monitorado, sendo um lugar fisicamente seguro. Outra vantagem é que não é necessário que cada empresa tenha uma estrutura como essa, já que existe a possibilidade de contratar um Data Center as a Service (DCaaS). “Você deixaria seu dinheiro em casa ou no banco? O mesmo vale para os seu dados. Se estamos falando de um bem valioso, por que não guardar em um lugar especializado em segurança?”, compara Odilon.

Faça backups com frequência

Algo muito comum dos últimos tempos é o sequestro de dados. Esse crime cibernético, também chamado de ransomware, é feito por hackers, que bloqueiam um dispositivo e cobram o resgate para devolver o acesso. Há casos de soliticação de pagamentos de U$50 mil (algo em torno de R$210 mil). Importante ressaltar que, além do alto valor, não há garantia alguma de devolução. A realização de backups pode não impedir esse ataque, porém é útil para recuperar os dados roubados, sem a necessidade de pagar para tê-los de volta.

Atualize os equipamentos e softwares

Se você ignorou o famoso aviso de que “as definições de vírus foram atualizadas”, é melhor prestar atenção e correr atrás da atualização dos softwares de segurança, como firewalls, antivírus, sistemas operacionais, aplicativos e drivers. Essas ferramentas precisam reconhecer as novas ameaças para poderem proteger sua rede e informações. Além do reconhecimento, a atualização faz com que a eliminação dos malwares seja mais rápida e eficaz.

Treinamento de pessoal

Antes mesmo de um profissional especializado contratado, é necessário ensinar os funcionários já existentes a reconhecer as armadilhas e evitar os ataques. A falha humana é um dos principais fatores para a vulnerabilidade na segurança de rede. Ações simples e rotineiras podem fazer a diferença, como: não mandar fotos da estação de trabalho por chat, pois podem revelar pontos de monitoramento (câmeras de segurança); ter senhas seguras e atualizadas a cada três meses; não clicar em links suspeitos ou abrir arquivos em anexo de desconhecidos; sempre verificar dispositivos móveis, como pen drives. Treinamentos minimizam a abertura de brechas.

Invista em Fibra Óptica

Em uma conexão coaxial (usada em redes híbridas) ou por fios de cobre, na qual o cabeamento é elétrico, a intercepção de dados é muito fácil e barata. Já com a fibra óptica, que transmite sinais de luz em formato de fótons num filamento cilíndrico extremamente fino, feito de vidro de sílica, a técnica e o custo para acessar os dados transmitidos são maiores, dificultando qualquer invasão.

FONTE: SEGS

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